Free Web Site - Free Web Space and Site Hosting - Web Hosting - Internet Store and Ecommerce Solution Provider - High Speed Internet
Search the Web
Os Travessos e Rodriguinho

OS TRAVESSOS: HOME / ENTREVISTAS / AGENDA / NEWS / FOTOS / BIOGRAFIA / DISCOGRAFIA / ENQUETE / CONTATE-ME
RODRIGUINHO: HOME / ENTREVISTAS / AGENDA / NEWS / FOTOS / RELEASE/ DISCOGRAFIA / ENQUETE / CONTATE-ME

CHORÃO

Por Marcos Paulo Bin (Universo Musical)

Muito se fala na crise do pagode romântico, mas esse estilo nunca saiu de moda. O que acabou foi a febre. Vocês acreditam que, para as bandas do gênero, está melhor hoje ou era melhor durante o auge do movimento, nos anos 90?

Acredito eu que o que é verdadeiro e o que é bom prevalece. Assim aconteceu com a minoria dos grupos atuais. No auge do pagode também tinha muita coisa que não era tão boa, por isso alguns grupos não prevaleceram.

Vocês, de certa forma, passaram por uma “peneira” para sobreviver ao fim dessa febre. Olhando para a banda hoje, quais as diferenças que você vê em relação aos anos 90? Que características, na sua opinião, a banda possui para ter sobrevivido?

Acho que uma característica importante para nossa permanência foi nosso amadurecimento musical. A cada disco nos preocupamos em inovar e oferecer mais qualidade para o nosso público, descobrindo o que eles mais gostam na gente, através dos shows, e oferecendo isso em dobro a cada disco, a cada ano.

No disco ao vivo, apesar de o romantismo dar as cartas, houve uma preocupação em colocar um naipe de metais, que deu um brilho extra às músicas. Vocês sempre fazem isso nos shows ou foi para este projeto? Como foi essa idéia? O que acharam do resultado?

Nós sempre falamos de romantismo, ou de uma forma mais melódica ou em músicas mais suingadas, agitadas, que também são freqüentes em nossos CDs. Alguns exemplos são Maravilha Te Amar, Toda Madrugada e Quero Te Ver Feliz, que estão no Ao Vivo. Em todos os discos usamos metais. Como era gravação de um disco ao vivo, por que não usar novamente? Nós usamos um recurso em que levamos a gravação dos metais com a mesma qualidade para os shows. O resultado de tudo isso ficou surpreendente.

Vocês abrem o CD com um samba muito bom, Maravilha Te Amar, mas a partir da terceira faixa vocês mantêm o romantismo até o fim. A banda não pensa em gravar mais sambas animados?

Em todos os nossos discos nós temos músicas mais para frente, mais agitadas, como or exemplo Fritar Fritei,  Swingueira, Curtindo A Madrugada, Astral, Te Ver, Swing e por aí vai. Mas, de uma certa forma, sempre transitamos pelo romantismo.

Vocês já estão fazendo shows divulgando o novo disco? Como está a repercussão de Não Se Sinta Só nas rádios e nos shows?

Começamos a turnê desse disco entre março para abril e com ele já viajamos por cidades do Nordeste, interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas e agora, em maio, faremos shows nos Estados Unidos. E, voltando, já teremos shows em São Paulo e no Sul. A repercussão de Não Se Sinta Só está surpreendente: a música já nos rendeu disco de ouro, com o CD há apenas duas semanas nas lojas.

Vocês são paulistas e são muito identificados a São Paulo. Por que escolheram o Rio para gravar o CD? O público carioca, no dia da gravação, surpreendeu vocês?

Apesar de 60% de nossa turnê ser no Rio de Janeiro, poderíamos ter gravado em São Paulo, que é a nossa casa. Ou no Nordeste, onde fizemos o lançamento do nosso disco anterior para quase 200 mil pessoas, em Salvador, ou então no Sul, onde também somos muito queridos. Mas no Rio seria mais viável pois sede da gravadora situa-se lá. Mas, para nossa felicidade, tivemos o prazer de receber nosso fã clube do Brasil inteiro, mais o publico carioca, que é demais...

Vocês aparecem muito em programas de auditório, mas quase sempre os apresentadores perguntam sobre o assédio das mulheres, se vocês são mulherengos, as loucuras que as fãs fazem etc. De música, mesmo, pouco se fala. Isso incomoda vocês?

A nossa intenção, sem dúvida, é mostrar nosso trabalho. Mas geralmente nestes programas o auditório ou os telespectadores querem saber coisas desse tipo, vida pessoal e tal. Porém sempre damos um jeitinho de falar do nosso trabalho e responder algumas curiosidades também.

Vocês sempre tiveram essa formação? Como é a relação entre vocês? Vocês afirmariam que a banda manterá essa formação durante muitos anos ou é possível alguém seguir em carreira solo?

O grupo sempre teve esta formação. Já estamos juntos há mais de dez anos, então nos conhecemos muito bem. Quem não está bem no dia não conversa, ouve música, lê, sei lá.... O resto dá risada! A gente ri o dia inteiro, ouvimos músicas, conversamos muito sobre tudo. Cada um de nos tem seus projetos paralelos, mas esperamos que o grupo Os Travessos continue durando por muitoooooos e muitoooos anos!