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Os Travessos e Rodriguinho

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O CABEÇA DOS TRAVESSOS

Além de cantor e tecladista, Fabinho põe os miolos para esquentar em favor do grupo: é ele quem compõe as músicas e produz os discos do quinteto. Agora, quer lançar disco solo

Por Zean Bravo (Revista da Fm O Dia)

Fabinho Mello é o integrante multiuso dos Travessos, o cabeça do grupo. Cantor e tecladista, ele também dá expediente como produtor e compositor nos discos do quinteto. “Sempre quis produzir, tocar instrumentos e compor para abrir meus horizontes”, explica Fabinho, que agora, aos 23 anos, quer mais: lançar um disco solo. “Não tenho pressa, mas essa idéia está forte na minha cabeça.”

Dono de dois estúdios - um na própria casa -, ele planeja fazer esse trabalho paralelamente aos Travessos. “Quero gravar um disco popular, mas na contramão do grupo. Algo na linha rhythm’n’blues. Os Travessos consomem parte do que faço, mas nunca interrompo meu trabalho com produção”, diz Fabinho, que lançou com o grupo, em março, o CD ‘Os Travessos Ao Vivo’ - foi quando eles também botaram o primeiro DVD nas lojas.

Fabinho já começou a tocar profissionalmente aos 12 anos, na banda Toca do Coelho, por influência do pai, cantor de baile. “Nunca tive banda de tocar em casa, nem de fazer pagode de mesa. Meu trabalho sempre foi direcionado, com empresário”, destaca o músico, que toca violão desde os seis anos. “Estudei teclado e aprendi bateria e saxofone sozinho. Tenho musicalidade. Se me der um instrumento e tempo, eu toco”, avisa.

‘Quero casar com 30, ter filho com 40. Sou difícil de me envolver, virginiano é exigente. Quando me sinto muito sozinho e dá umas neuroses, corro pra casa da minha mãe’

O tecladista é vaidoso assumidoe confirma ser o mais mauricinho dos Travessos. Ele malha desde os 17 anos, faz tratamento anti-envelhecimento e diz tomar “mais de 30 comprimidos por dia”. Mas não quer ser visto como galã. “Ser símbolo sexual não me causa nada. As fãs querem saber a cor da minha cueca, mas gosto mesmo quando comentam minhas composições", garante.

Morando sozinho desde os 19 anos, Fabinho alega ter amadurecido mais cedo. “Passei minha adolescência viajando, fazendo shows, mas não me arrependo. Com 23 anos, conheço mais coisas do que muita gente de 50”, acredita o músico. Ele jura que apesar de ter comprado casa e carro importado assim que começou a ganhar dinheiro, nunca se deslumbrou. “Só atendi os gostos de quem tem a minha idade”, diz. “Aprendi a lidar com dinheiro na marrra”, emenda ele, que tem a má fama de ser o mais pão duro dos Travessos.

Se é mesmo, ele não confirma. Mas uma coisa é fato: é o único dos cinco que ainda não é pai. “Penso diferente. Quero casar com 30 e ter filho com 40”, avisa Fabinho, que está solteiro. “Sou muito difícil de me envolver. Virginiano é exigente”, justifica. Fã de livros de auto-ajuda, o músico entrega como resolve seus momentos de carência: “Quando me sinto muito sozinho e dá umas neuroses, corro para a casa da minha mãe”. Fofo, não?

CD ao vivo só saiu quando grupo achou que tinha história pra contar

AO VIVO. Antes de gravar um CD ao vivo, os Travessos, que já venderam um milhão de discos em 12 anos de carreira, queriam ter história. “Já existia a proposta de fazer, mas nunca achava que tínhamos material suficiente", explica Rodriguinho, vocalista-galã do grupo.

HITS. Gravado em dezembro no Olimpo, o CD traz vários sucessos: estão lá Vou Te Procurar, Tô Te Filmando (Sorria) e Meu Querubim, além das inéditas Não Se Sinta Só, Na Novela e Quero Te Ver Feliz. “Não levamos o disco para refazer em estúdio como faz a maioria. As pessoas se acostumaram a nos ver fazendo playback na TV e no show mostramos o que sabe

RÓTULOS. “No começo éramos chamados de pagodeiros e isso incomodava. Hoje não ligamos para rótulos. Só não queremos ser vistos como descartáveis”, completa Fabinho.