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Depois de 12 anos de estrada com o grupo Os Travessos, Rodriguinho tomou seu próprio rumo. Rodriguinho está lançando seu CD de estréia em carreira solo pela Warner Music.
Romântico, apaixonado, sensível. Este é o perfil de qualquer pisciano, mas, quando se trata de Rodriguinho, pode multiplicar tudo isso por mil. E o CD, homônimo, não é diferente. As fãs vão ter muitos motivos para suspirar com esse trabalho; para ser mais preciso, 12 motivos: o álbum traz 12 faixas produzidas pelo mestre Prateado - ídolo do cantor -, entre as quais cinco com assinatura de Rodriguinho.
Os arranjos de Prateado valem ouro; passeiam, com excelência, por piano, teclados, violão, guitarra, sax, flauta, cordas e percussão; e assim vão dando o clima certo para cada música e cada interpretação de Rodriguinho.
A primeira música do álbum é também a primeira a chegar às rádios: "Não é sempre" (Rodriguinho e Bozzo Barretti) revela todo o romantismo do cantor. É música para grudar no ouvido e deixar as fãs completamente emocionadas em versos como "Me desculpa / Eu não queria magoar você / Me desculpa / Acho melhor a gente não se ver".
Aliás, se o lado romântico de Rodriguinho é bem conhecido, ele surpreende atacando também de rap nas faixas "Eu" (Rodriguinho e Daniel Amsterdan), "Não sei o que dizer" (Rodriguinho e Oscar) e "Tiro certo" (Rodriguinho e Daniel Amsterdan), todas com participação do irmão dele, Daniel Amsterdan, nos rappers.
Rodriguinho é mesmo versátil. Na música "Eu", ele faz questão de confessar que é do samba, do pagode, mas também gosta de rock e hip-hop, e ainda aproveita para citar um sucesso de Jair Rodrigues: "Deixem que digam, que pensem, que falem. Deixa isso pra lá, vem pra cá, o que que tem?".
Rodriguinho é assim, diversificado como o Brasil, com sangue miscigenado nas veias, e se orgulha disso. Mal sabe ele que o Brasil também orgulha-se de Rodriguinho!